28.1.09

Procura-se

Procurando emprego, minha gente. Chego a ficar sem ar, por vezes, culpa da ansiedade crônica. É que a bolsa do mestrado acaba em dois meses...daí, já viu, são contas, gastos, cartão de crédito, planos...me cadastrei naquele site, o CATHO, para ver no que dá...enviei inúmeros currículos...esperando, esperando.

É claro que dou preferência à minha área, mas o que fazer se escolhi uma que não abre tantas vagas como eu gostaria? Daí, vou fazer assim: estou aberta a qualquer função (menos a área comercial) até encontrar algo que verdadeiramente me caiba. Agora, ficar sem moneycito, não rola. Saí da casa de mãe e pai, eu controlo inteiramente minhas contas. Fora que tenho muitos planos para esse ano...

Estou à cata de emprego. Tenho formação universitária, pô, mas que merda não ter experiência! Os caras querem com experiência. Paciência ainda não me falta porque sei que tenho boas chances de inserção no mercado, vamos ver...

Hoje talvez eu tivesse escolhido uma outra carreira. Uma que desse mais oportunidades, porque você veja só: eu não sou completamente fissurada na minha área (ciências sociais), não é algo pelo que eu tenha paixão. Eu ainda não tenho certeza do tipo de paixão que moveria a minha vida profissional...talvez se eu caísse na prática, ao invés de viver em meio a teorias, esse sentimento apaixonante aflorasse em mim.

Enquanto isso...

16.1.09

Resoluções, afe!

Uma das primeiras coisas que fiz no ano foi comprar uma agenda. Cada vez me dou mais conta de que a organização é um dos principais requisitos para pôr planos em prática. Preencho frenéticamente as páginas com listas do que fazer, comprar, ver...colocar no papel ajuda a ordenar os pensamentos. Listas, coisa que adoro.

Todo princípio de ano me dá uma puta gana de realizar coisas. Deixando de lado a paspalhice de fazer altas resoluções de fim de ano e não mover uma palha para concretizar coisa alguma, quero e acho mesmo que 2009 será de mais ação e maior envolvimento meu para com as coisas que fazem parte da minha vida e da minha 'lista' de objetivos.

Prioridades máximas para o ano (não estão em ordem de importância):

- Emprego.

- Família.

- Namorado.

- Amigos.

Se os ítens citados acima estiveram ok, eu precisarei de muito pouco na vida. Mas, cá pra nós, acho que o que eu considero importante (trabalho satisfatório, amizade com a família, vida amorosa numa boa, amizades que acrescentam) é o que quase todo mundo também considera. O lance é que muito frequentemente negligenciamos, sem querer e muitas vezes sem perceber, esses aspectos. Quero dar atenção especial a cada um, algum tipo de dedicação.


Coisas que quero fazer:

- Dedicar os próximos 3 meses para concluir minha dissertação.

- Estudar muito.

- Ler mais.

- Conhecer cidades diferentes no Estado do RJ.

- Tratamento dentário.

- Emagrecer 5 kg (e quem não quer?)

- Namorar muito o D.

- Viajar.

- Me dedicar ao francês (talvez)

- Depositar todos os meses até 30% do meu salário.

- Praticar exercícios com regularidade.

- Alimentação mais equilibrada.

- Ser uma pessoa mais serena.


Deve ter mais coisas que eu podia acrescentar na lista...provavelmente conforme for passando os meses, a lista ou aumenta ou diminui. Queridos poucos leitores que me acompanham, agora é hora de planejar. Seja o que for e de preferência nos mínimos detalhes, estipulando até prazo. Quando tu arruma as coisas na cabeça, parece que se torna mais fácil pôr as mãos na massa.

Bom ano para todos! E, de preferência, com muito entusiasmo!


15.12.08

Quase natal

Fim de ano é a melhor época, não? As decorações bonitinhas nas vitrines das lojas, a tarefa de embalar presentes, as expectativas para o ano seguinte...Gosto de armar árvore, de colocar o enfeite na porta de casa. Natal, para mim, traz um bocado de memória afetiva, passei toda a infância amando a data e sonhando com um natal do tipo que vemos em filmes americanos: família grande e amigos reunidos. Mas minha família sempre foi de quatro e agora somos só minha mãe e eu. Não ligo mais para isso, só não pode faltar a rabanada...

Natal para mim não passa de um dia que deve ser agradável na companhia de pessoas queridas e, de preferência, com algo bom para comer e algum presente.

Bom é dar presentes. Primeiro, matutar o que o poderia ser ideal para o outro, cogitar preços, escolher uma coisa dentre tantas. Daí, embrulhar com laços e esperar para ver a cara da pessoa. Ás vezes até acho que prefiro dar a ganhar...é que faz um tempo que não ganho nada que me agrade no dia do natal (Ano passado, meu irmão me contemplou com um suporte de copo em formato de ursinho de pelúcia. Estou aguardando o dia em que poderei passar adiante).

Queria ter a habilidade de fabricar mimos para dar aos amigos e família...quem sabe, para 2009 (será essa mais uma resolução de fim de ano?!)...

1.12.08

carpe diem

Ás vezes uma profunda onda de paz e alegria me invade. Assim, meio que do nada. Reflexo do bom momento pelo qual eu passo. Apaixonada. E, pasmem, dessa vez correspondida. Sim, pessoas, é a primeira vez que isso me acontece: gostar de quem gosta de mim. Aos 28 anos nunca vivi coisa parecida, acho que sou um caso raro, sei lá, me sinto tal qual uma adolescente.

Se eu pudesse o veria todos os dias, tamanha a falta que me faz....

Ah, eu sou agarrenta mesmo, gosto de pegar, bejiar, abraçar e se deixar faço isso o dia inteiro. Ás vezes me contenho para não deixar escapar um amo você. É que estamos juntos há tão pouco tempo...eu também quero ter certeza desse sentimento.

Uma vontade de me doar por inteira, de agradar, de fazer muito bem a ele. Ás vezes dá até um certo receio de não durar para sempre...de pensar na finitude do sentimento. Sabe-se lá, tudo pode ser e eu saberei quando acontecer. Até lá, o importante é viver bem vivido essa alegria que me é tão nova.

30.10.08

Diga não às garrafas!

Nem sempre é possível fugir, mas dá para evitar ao máximo possível o consumo de água engarrafada. Pessoal, trata-se de uma medida muito simples: recicle a sua garrafinha usada enchendo-a com a água filtrada da tua casa e você estará evitando dois custos, um para você e outro para a mãe natureza (sufocada em meio a tanta garrafa de plástico descartada). Que loucura se a cada momento de sede recorrermos à compra de uma nova garrafa...

Não quero ser estraga-prazeres, mas o mundo tá acabando, minha gente. O que custa levar a água de casa? É bom lembrar que pequenas ações dão, sim, resultados consideráveis. Digamos não ao consumo desnecessário de água engarrafada (a não ser que seja realmente necessário)!

Eu detesto embalagens PET, mas fatalmente não podemos fugir delas. Lembram que há vinte anos atrás esse tipo de material não era tão disseminado? Os refrigerantes eram vendidos em garrafas de vidro retornáveis (ah, como eu queria que houvesse uma lei proibindo a produção de PET). Enquanto isso façamos o pouco que estiver ao nosso alcance. Evite embalagens plásticas.

Eu tenho medo do futuro, você não?

Entre aqui para saber mais.

Teias

Soprando as teias do fogo sagrado...não se faz isso não, né? Tadinho do blog. Mas, por Deus, não tenho sentido a necessidade de escrever. É que reparei que o faço com mais ímpeto quando não estou tão bem (ansiosa, triste ou sozinha). Além disso, estou sem conexão em casa, de modo que justamente nas horas que quero postar não tenho como.

Um breve update do meu momento atual (como se interessasse a alguém...):

- Namorando (estava mais do que na hora).

- Escrevendo dissertação (é preciso afastar a tendência à preguiça).

- Pensando loucamente nas possibilidades de emprego (pavor de voltar a trabalhar em comércio).

Como vêem, as antigas neuroses são substituídas por outras, novinhas em folha. Humano, demasidado humano. Vai entender.

Pessoas, estou feliz. Sempre soube que viver é bom, mas agora está inda melhor...

P.s. Vou postar com mais frequência (faz um bem danado)...mas comentem com maior frequência também, cacete!

3.8.08

Éramos quatro

Minha família sempre foi de quatro pessoas. Éramos quatro: o pai, a mãe, o irmão e eu, como deveria ser. O irmão foi viver a vida. O pai tem outra família. Por um tempo ficamos minha mãe e eu. Agora nem isso. Ela se foi do Rio buscar felicidade noutro canto. Fiquei eu. Nada me parece mais definitivo que isso...ligeiramente melancólico, não triste. Logo terei eu também uma família e é disso que a vida é feita e nada nunca será como antes.

Ás vezes sinto vontade de agradecer a Deus pelas bençãos da minha vida, mas sou atéia. Penso então em agradecer ao universo por conspirar a meu favor. Obrigada, seja lá o que for essa força que nos move, que abrilhanta a nossa existência, que faz estalar o estonteante fogo sagrado de nossas vidas.

Um dia seremos felizes como nunca e, ao mesmo tempo, nunca fomos tão felizes.

Pode parecer esquisito para você, caro leitor. Eu sou mesmo esse poço de ambiguidade, mas sou honesta comigo mesma. Sou explosiva, tôla, grosseira quando quero...mas mudo. Quero ser mais suave e serei. Quero ser mais ativa e afastar a preguiça e assim será. Quero afugentar os pássaros da solidão* e o farei. Talvez eu não me sinta tão satisfeita hoje, tão feliz, mas sei que sou. Sei que sou.


* Pássaros da solidão em alusão ao filme 'O Poder de Um Jovem'.

Plástico X Papel

O mercado Zona Sul, na linha ecológica, está vendendo sacolas de papel por 0,50 centavos. O que poderia ser interessante, não fosse a cara de pau de vender o que deveria ser de graça, como era antigamente. Lembram? Nos anos 80 os mercados trabalhavam com sacolas de papel, as padarias embalavam o pão em folhas de papel. Mas daí veio essa onda de sacolinhas de plástico e o comércio em peso aderiu...nós devíamos ter uma lei que proibisse a utilização desse material no Brasil, assim como acontece em outros países.


Pretendo comprar aquela bolsa de feira, sabe qual? Aquela multi-colorida que eu acho um charme só. Toda vez que vou a um mercado, Putz! Esqueci de levar uma bolsa! Daí, não tem jeito, lá vem mais uma irritante sacola de plástico. Embora, por um lado essas sacolas sirvam para jogar o lixo fora...me pego pensando em com resolver a questão do lixo caseiro, onde depositá-lo senão em sacolas de plástico. Talvez usando as mesmas sacolas de papel que um dia, espero, o comércio venha a adotar. Será que daria certo, o lixo orgânico embalado em papel?


A coisa tá feia...por que não começar com o mais simples que podemos fazer?

20.7.08

A beleza do real

Kelly Clarkson



Kate Winslet

Nunca me senti tão bem em meu próprio corpo. Nem aos dezoito, antes de engordar mais de 10 kilos, eu me sentia assim, meio que satisfeita. Em dez anos engordei, emagreci, tornei a engordar e a emagrecer. Celulite e estrias é o que não me faltam. Flacidez também. E algumas finas linhas de expressão no rosto. Barriguinha que teima em não sumir. Fios de cabelo branco (poucos) surgem como que do nada. É claro que conservo os traços da juventude, mas envelheço.

Estou bem. Depois que comecei a gostar mais do meu corpo e a achá-lo belo. Depois que passei a me achar bonita, enfim. Faz bem ao ego saber que outras pessoas te consideram atraente, mas isso só é possível quando encarar o espelho não lhe é desagradável. Então, pode ser difícil ver essas pessoas lindas das revistas e, em comparação, se achar muito menos do que se é. Quando percebemos que para essas pessoas estamparem lindamente as capas é preciso trato e photoshop é um alívio. É claro que existem mulheres lindíssimas (e que não precisam fazer nada) nesse mundo, mas são poucas. O que, de fato, existe e nos cerca diariamente são mulheres normais e com problemas que todas temos. Maquiagem ajuda. Pequenos cuidados diários preservam. Mas amor próprio é essencial.